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Teste Hyundai Santa Fé 2.2 CRDi: Da Aposta à Certeza

 

Representante mais ilustre da gama SUV da Hyundai, o Santa Fé tem sido atualizado para cada vez mais ser uma proposta competitiva, para quem procura um veículo que sirva na condução diária, nas escapadelas de fim-de-semana e nalguns percursos fora de estrada ‘light’, para os quais não seja necessário um apuro de desempenho, ao estilo do puro e duro TT. Se cada vez mais o modelo da marca coreana se vem destacando pela dinâmica superior que proporciona, acresce a isso também a elevação do seu design, cada vez mais envolvente e sedutor. Foram todos estes argumentos que nos cativaram, ao ponto de sugerirmos à marca (em Portugal), que nos permitisse testar e perceber porque razão este modelo merece um olhar mais incisivo. As suas respostas superaram todas as nossas expectativas. Não que o Santa Fé tenha trazido algo realmente novo nas ultimas semanas, que produzisse o desejo em nós sempre presente de informar. Mas, a vida dos carros vai mais além que apenas falarmos sobre eles quando aparecem no mercado, especialmente quando a qualidade fica e perdura no tempo. E qualidade, neste Santa Fé, é o que mais há!

Estética: Bem Nascido

Será preciso ser muito insensível ao detalhe para que não possamos olhar com agrado para a silhueta deste SUV da Hyundai. Bem nascido, o Santa Fé está melhor que nunca, neste caso, mais elegante que nunca. Com traços fortes e rasgados, representa a eficiência de quem quis dotar um produto de dimensões generosas, com linhas sedutoras que conseguem ser, ao mesmo tempo, musculadas e subtis.

A frente segue a linha das últimas criações da marca e expressa a diferença, pela sua força, ostentada na enorme grelha dianteira, rodeada por um jogo de luzes que é muito mais que apuro estético. Percebe-se porque, quando ao volante, acabamos por fazer uso de elementos como os faróis de xénon e LED, presentes entre o equipamento do Santa Fé. Mas não é só a frente que nos marca e cativa, é todo o carro, na sua elegância, visível seja qual for o ângulo pelo qual o contemplamos. Se tivéssemos que definir uma palavra que claramente o pudesse etiquetar – Requinte – teria que ser a opção óbvia.

Senão vejamos. Embora não assumidamente um todo-o-terreno, este Santa Fé tem um desenho que sugere eficiência em fora de estrada. No entanto, não abdica de detalhes de requinte, como os puxadores metálicos das postas, os vidros escurecidos, as jantes raiadas, as aplicações ao estilo metálico no contorno dos faróis de nevoeiro, as várias tonalidades nos para-choque, onde temos estéticos difusores (à frente e atrás), enfim, detalhes que não passam despercebidos a um olhar mais cuidado. E ainda há um aileron, que traz outro toque de agressividade.

Interior enérgico

Na nossa opinião, vale o que vale, o Santa Fé é simplesmente um encanto, no seu interior. O design moderno, com uma enorme harmonia de linhas assume um resultado final que não passa mesmo despercebido. A consola central é o ex-libris num habitáculo espaçoso, de referência não só porque é de facto um belo exercício de design, mas também pela lógica na disposição de todos os comandos aí acessíveis. Ao mesmo tempo, reforça uma assinatura que, claramente, está na ‘semântica’ do gabinete de estilo da Hyundai Corporation.

Espaço é regra no Santa Fé. Os sete possíveis possíveis ocupantes constatarão isso mesmo, embora jogadores de basket não sejam propriamente os utlizadores habituais da terceira fila de bancos, a não ser aqueles que não têm na altura o seu trunfo. Bricadeiras à parte, é possível desfrutar de conforto em viagens na terceira fila de bancos deste SUV. Nós próprios o testámos. Claro, com a terceira fila de bancos ativa, falta e muito, espaço na bagageira. Mas, não se pode ter tudo. Ainda queremos realçar que a manobra de colocação ou rebatimento da terceira fila de bancos é extremamente simples e o mecanismo é fácil de usar.

Além disso, os bancos são bastante confortáveis e envolventes, nem tanto os da terceira fila, mais tímidos, mas no geral, o conforto proporcionado para passageiros é bom. O condutor tem uma boa, não excelente, posição de condução, embora gostássemos mais que o volante do Santa Fé estivesse um pouco mais perpendicular para o nosso gosto. Mas, também nesse capítulo, não podemos ter tudo. Gostamos da posição de condução, elevada quanto baste e também agradou a insonorização do modelo, embora com um diesel não se possam pedir milagres.

Em Estrada e Estradões – Giro e Equilibrado

Para sermos o mais rigorosos possível na análise à dinâmica deste SUV da Hyundai, há que ser abrangente e trazer para esta ‘balança’ tudo aquilo de que podemos desfrutar na condução para dela tirar o melhor partido. Aliás, não seria justo da nossa parte, se não fosse este o critério. Dito isto, e começando pelo início, ou seja, saindo de um qualquer estacionamento, este Santa Fé merece todo e qualquer elogio. As várias camaras presentes na unidade testada, permitem-nos ter a certeza de tudo o que nos rodeia, dando uma visão perfeita. Nas fotos, a maior parte na lindíssima Serra de Monchique, exceto a ida à Praia de Benagil, conseguimos colocar o Santa Fé em posições de difícil estacionamento. Na Serra da Foia, em total segurança, graças à amplitude de controlo que tanta camara permite na ajuda às manobras, também nos desenrascámos bem. Já numa utilização mais quotidiana, as camaras também foram uteis em hora de ponta, no Centro Comercial Aqua, de Portimão. Portanto, a primeira área de análise – Manobrar este SUV – merece nota máxima.

Em estrada, com as centenas de quilómetros percorridos, pudemos também aquilatar do muito conforto proporcionado pelo Santa Fé. O seu comportamento é saudável, as suspensões têm um curso equilibrado, obviamente pelas dimensões (altura) do veículo, sentimos algum adornar em curva, mas nada de anormal. As mesmas suspensões permitem uma boa inserção em curva e um comportamento previsível com um desempenho essencialmente neutro, sendo preciso ‘sair muito da casca’ para soltar a traseira. O compromisso entre suspensão e travões também nos agradou, revelando ou enaltecendo o equilíbrio global na performance, especialmente nas estradas de montanha, em que se mostrou enérgico e pouco propenso à fadiga.

Em estrada e feitas as contas aos números, efetuámos uma média de consumos na casa dos 7,8 litros por cada 100 km: A marca no entanto, garante médias de 5,7 l/100 km. De qualquer forma, com a caixa automática de 7 velocidades, é bastante possível reduzir os consumos, mesmo sem grande detrimento do prazer de condução, já que o seu escalonamento é muito bem otimizado.

O único senão que encontrámos no comportamento, terá mais a ver com um gosto pessoal, que propriamente com uma crítica. Sentimos falta neste modelo de algum desempenho mais desportivo. Se o conforto na condução nos merece os mais altos elogios, acaba por ficar aquém numa proposta mais enérgica, precisamente pelo adornar da suspensão, que nos faz lembrar o modelo 4X4, menos nas aptidões específicas (4X4) propriamente ditas.

Equipamento, Equipamento e Mais Equipamento

Estamos a falar de um SUV de segmento superior, pelo que é de esperar que venha recheado de equipamento. Na realidade, esta versão que ensaiámos (Premium), inclui entre muito equipamento para o seu interior:  Ar condicionado automático (‘Dual Zone’ c/regulação independente), Bluetooth com comando no volante, Chave retráctil com comando à distância do fecho centralizado e desbloqueamento do portão traseiro , Coluna de direcção com regulação em altura e em profundidade
Controlo da qualidade do ar no habitáculo – ionizado, Direcção assistida electricamente,  Flex Steer c/ 3 modos de condução (Normal, Comfort ou Sport), Párabrisas e vidros (1ª fila) com reacção à intensidade solar, Porta AUX + USB, Sensor de luz, Sistema de navegação, rádio com CD, MP3, 12 altifalantes + e comandos no volante (Sistema de som Infinity Premium), Vidros “Privacy”,
Vidros de comando eléctrico à frente e atrás (com sistema de segurança e função automática p/condutor).

Relativamente ao exterior, entre o muito equipamento, realce para: Barras de tejadilho longitudinais, Dupla saída, ponteira de escape em cromado, Faróis de projecção com nivelador manual, Grelha dianteira cromada, Indicadores de mudança de direcção em LED, Jantes liga leve 17”, Retrovisores c/ eliminação de ângulo morto no lado do condutor, Retrovisores de comando eléctrico e aquecidos e Sistema iluminação em curva.

No que diz respeito às ajudas de condução: Luz de boas vindas e de acompanhamento, ABS com EBD (Distribuição da força de travagem) e BAS (Sistema de assistência à travagem), Airbags: Duplo frontal, laterais (condutor e passageiro), de cortina e airbag de joelhos (p/o condutor). Airbags: Frontal, laterais (condutor e passageiro), de cortina e airbag de joelhos (p/o condutor), Câmara de auxílio ao estacionamento, ESP (Programa electrónico de estabilidade) e VSM (Gestão de estabilidade do veículo), ESP – Controlo electrónico de estabilidade com DBC e HAC, ESS – Sinalização de travagem de emergência, Farolins traseiros combinados e em LED, HAC – Sistema de Ajuda ao Arranque em Subidas,Sensores (frontais e traseiros) de ajuda ao estacionamento,  TPMS – Alerta de baixa pressão dos pneus, entre outro equipamento.

Fotos: OnWheelsTV/Jorge Cabrita

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Ficha Técnica Hyundai Santa Fé 2.2 CRDi Premium
Motor: Diesel, 4 cilindros, Turbo de Geometria Variável, Intercooler, Injecção Directa Bosch Common Rail de 3ª geração e Injectores Piezo Cilindrada (cc): 2.199 Diâmetro x Curso (mm): nd  Taxa Compressão: 16.1 Potência (cv/rpm): 200/3800 Binário (Nm/rpm): 440/1750-2750 Transmissão/Direção: Dianteira, caixa automática de 7 velocidades, direção pinhão e cremalheira, elétrica e assistida Suspensão (fr/tr): McPherson/Multilink Prestações: 0 a 100 km/h (s): 9,8  Velocidade Máxima (km/h): 203  Consumos (Extra-Urbano/Urbano/Misto) (l/100 km): 7,0/4,9/5,7  Emissões CO² (g/km): 149 Dimensões: Comprimento/Largura/Altura (mm): 4690/1880/1680  Distância entre Eixos (mm): 2700  Largura de Vias (fr/tr) (mm): 1633/1634  Travões (fr/tr): Discos Ventilados/Discos  Bagageira (lt): 516/1615  Depósito (lt): 40  Pneus (fr/tr): 235/65 R17 Peso (kg): 2510
Preço (versão ensaiada): €59.788

 

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Review overview
Sumário A proposta da Hyundai apresenta-se conforme o apetite do cliente. Com um preço base acessível face a alguma concorrência, a fasquia em Euros sobe à percentagem de equipamento que queiramos introduzir. Numa análise totalista de equipamento, será mais económico que alguma concorrência, mas não para toda a sua concorrência. Extremamente confortável e agradável na condução, porém, não incita a um desempenho mais desportivo, que também faz parte da cultura SUV.
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