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João Rebelo Martins Bem Sucedido na 1ª Aventura do SSV em África

 

O relato da primeira aventura de SSV em África. João Rebelo Martins fica na história dos SSV.

Cumprindo o objetivo a que se propôs desde que manifestou a sua intenção de participar no Panafrica Rally o piloto de Oliveira de Azeméis João Rebelo Martins ficará na história como o primeiro piloto português a aventurar-se – e com sucesso – numa maratona de todo-o-terreno em África aos comandos de um SSV.

Aos comandos de um Yamaha YXZ 1000R João Rebelo Martins conseguiu ultrapassar com sucesso todas – e foram naturalmente muitas – as atribulações de uma estreia absoluta em território tão diferente das provas nacionais. Aqui fica o relato de seis dias de corrida.

Prólogo: foram 58 km de pistas de areia e alguma pedra, sendo que os primeiros 5 km foram feitos sobre dunas e erva de camelo e os últimos no fech-fech. Era uma etapa rápida e desde logo a dupla portuguesa percebeu que não tinha velocidade de ponta para os Polaris e CanAm. Mesmo assim fizeram o terceiro lugar; e caso não se tivessem perdido num rio seco, poderiam ter alcançado um lugar melhor.

1ª etapa: Etapa contabilizando 204 km de pista de areia e pedra. Nos primeiros 30 km João Rebelo Martins rodou em primeiro, numa zona mais técnica. Daí para a frente, entrando-se em zonas rápidas, Carlos Checa “saltou para a frente” e aumentou a vantagem.

2ª etapa (maratona): 250 km em pistas de areia e lagos secos usados em muitas edições do Dakar e onde o piloto oliveirense tinha passado em abril, numa viagem da Roadgalaxy Touring. Um erro da organização – com o sistema de navegação e GPS Stella – levou-os a arrancar e a ter que voltar à partida. Aí, um erro de pilotagem levou a que o piloto capotasse o Yamaha, tendo empenado a direção. Desempenada na hora, os 250 km foram duros, rodando na hora do calor e com andamentos muito rápidos, penalizando o Yamaha na velocidade de ponta (120 km/h contra quase 140 Km/h dos adversários). A etapa terminou no meio do deserto, tendo os pilotos que pernoitar lá e fazer a assistência às máquinas.

3ª etapa (maratona): João Rebelo Martins e Valter Cardoso arrancaram na 4ª posição e logo no início passaram para terceiro, rodando no pó do segundo classificado. Num percurso cheio de armadilhas, embateram numa pedra com a roda que tinha sofrido um empeno no dia anterior. A partir desse momento tiveram que parar e desempenar o carro, parando 3 vezes e excedendo o tempo permitido para este troco. O único objetivo para esse dia era o de levar o carro até à assistência, porque não havia nada a fazer. Tiveram uma penalização de 7h e 30 min por isso, mas, dada a dureza da prova, não foram os únicos.

4ª etapa: A etapa mais longa do Panafrica e a primeira ter dunas. Como não havia nada a perder, a Vettra Motorsport decidiu retirar um pneu sobressalente ao Yamaha – inicialmente levavam dois – retirar o aileron dianteiro e recolocar as rampas noutro sítio. Com isso retirou-se peso e ganhou-se aerodinâmica.
Arrancando de penúltimo, na parte inicial da etapa, João Rebelo Martins conseguiu alcançar Carlos Checa que tinha arrancado muitos minutos à frente, rodando junto do ex-campeão do mundo de superbikes durante 20 km nas dunas enormes do Erg Chebbi. A apenas 5 km do final do erg o Yamaha ficou enterrado numa duna e demoraram longos 40 minutos a retirá-lo da areia. O tempo foi crucial para o desenrolar da etapa: em 300 km perderam uma hora para Carlos Checa, equivalendo ao tempo de retirar o carro das dunas e à mudança de uma roda, a 20 km do final da especial.

5ª etapa: A última etapa do Panafrica Rally 2017 foi a mais curta, com “apenas” 106 km, acrescidos de 110 km de ligação. Dos 106 km, 70 km eram de dunas. Na ligação, numa pista paralela à etapa do dia anterior, o Yamaha ficou sem travões, obrigando João Rebelo Martins a dominar a máquina naquelas difíceis condições.
Num sobe e desce constante, João Rebelo Martins e Valter Cardoso terminaram a etapa no terceiro lugar, e alcançaram o quarto lugar final no Panafrica Rally 2017. O vencedor foi Carlos Checa.

O balanço final de João Rebelo Martins:
“Eu e a Vettra Motorpsort encaramos o Panafrica Rally como uma aprendizagem, dado ser a primeira prova internacional de todo-o-terreno para todos. Foram 6 dias em que o objetivo principal era o de terminar a prova porque as dificuldades foram mais do que muitas: perdemo-nos, atascamos o carro, problemas mecânicos, furos. Tivemos de tudo um pouco e conseguimos superar as dificuldades. O quarto lugar final e o gosto de termos liderado duas etapas foi um prémio saboroso para quem não sabia o que tinha que encontrar em terras marroquinas”.

Declarações de Luís Borges (Vettra Motorpsort):
“Estamos com o João Rebelo Martins desde 2012 e foi com grande satisfação que evoluímos ao longo de 6 dias em pistas completamente desconhecidas. O Yamaha portou-se muito bem, não dando problemas de maior ao longo das etapas. A nossa equipa fez um trabalho excelente no carro e estão todos de parabéns”.

Texto e Fotos: Oficiais/A2 Comunicação

 

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