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Loëb Mantém Liderança em Dia Complicado

 

Ontem, os participantes ao Oilybia Rali de Marrocos, penúltima etapa do FIA WCCCR (Taça do Mundo de Ralis Todo Terreno) passaram um dia muito difícil, não pela constituição da etapa em si, embora isso também tivesse tido relevância, mas principalmente pelas dificuldades da organização em se orientar numa situação difícil, causada pela natureza.

A organização entendeu por bem parar os carros ao km 130 devido às condições extremas com que estes se depararam: um dos leitos de rio que os concorrentes deveriam passar estava completamente inundado, o que tornava a sua transposição, no mínimo, muito difícil. Assim sendo, a organização entendeu por bem salvaguardar a segurança, reunir os carros e enviá-los em caravana até ao bivouac, por estrada aberta.

Em termos classificativos, Sébastien Loëb mantém a liderança no Peugeot 3008 DKR. O francês era terceiro da etapa quando esta foi interrompida. Na imensa confusão que se gerou aquando da interrupção, a organização decidiu calcular a classificação ao km 175 (embora tenha decidido parar a maior parte dos carros ao km 130).

Quando a prova foi interrompida, era Carlos Sainz, no outro Peugeot 3008 DKR, quem detinha o melhor tempo. No entanto, à noite, numa confusa análise às comunicações entre Sainz e a direção de prova, viria a ser atribuída ao piloto da Peugeot uma penalização de 50 horas, que o atirou para baixo do top 40.

Pelos dados que nos foi possível vislumbrar, quem terá ficado com o melhor tempo até à interrupção da etapa foi Nasser Al Attyiah, na Toyota Hilux, com 1h32m51s, seguido dos dois Ford de Martin Prokop e Eugénio Amos.

O que é certo é que aliderança de Loëb encolheu de 13 para 5m02s. Também de acordo com o que nos é dado ver pelos dados do organizador, Attyiah é 2º, seguido do Mini de Jakub Przygonski a 13m08s. Depois, vêm mais dois Mini, de Vladimir Vasilyev e ‘Nani’ Roma.

O português Filipe Palmeiro, que navega o Mini de Boris Garafulic, estão no 10º lugar, enquanto a dupla portuguesa, Alejandro Martins/Manuel Porém caíram para 19º.

Sobre o sucedido, Sébastien Loëb disse: “Foi realmente complicado abrir a estrada, porque o roadbook era difícil de seguir. Também não foi fácil lidar com as inundações. As pistas não estavam marcadas por causa da chuva, pelo que não conseguia ver a trajetória a seguir.”

Referiu ainda o francês, “Nestas circunstâncias, até conseguimos um bom resultado. Parar a Especial foi uma decisão lógica, porque não podíamos ir a lado nenhum. Parámos e todos se juntaram a nós. Obviamente que teríamos preferido continuar até atingir o fim desta especial. Ainda mantemos a liderança do rali e estamos muito motivados para continuar com este ímpeto.”

Já Carlos Sainz não estava tão otimista, mediante a penalização que lhe foi imposta.

“O dia tinha começado bem, até que a corrida foi interrompida. Esta Especial correu-nos melhor do que a de ontem e tivemos um bom ‘feeling’ com o 3008 DKR. Tínhamos o melhor tempo em CP1 e não concordo com a decisão final tomada à noite. Vou-me agora preparar para a Etapa Maratona, pois ainda não disse a minha última palavra.”

Fotos: Oficiais/Peugeot Sport e Red Bull/Kin Marcin

 

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